Reminescências Históricas e Memórias do Dep. de Química Fundamental
O Departamento de Química Fundamental foi oficializado em 1970, com a criação do Instituto de Química da Universidade de São Paulo mediante integração de docentes provenientes do Departamento de Química e do Laboratório de Espectroscopia Molecular do Departamento de Física da antiga Faculdade de Filosofia Ciências e Letras, da Faculdade de Farmácia e Bioquímica e do Departamento de Engenharia Química da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.
Diversos docentes que atuaram no Instituto ao longo das décadas já se aposentaram ou faleceram, sendo que de alguns dêles se dispõe de memórias ou biografias, às quais se dá acesso eletrônico ao final desta página.
As origens históricas do Departamento de Química Fundamental remontam à Fundação da Universidade de São Paulo, em 1934, coincidindo com a abertura do Curso de Química da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, como relata de forma rica e cativante um dos alunos da turma inaugural, Prof. Emérito Paschoal Senise, no livro sumarizado a seguir. Por cortesia do autor, os interessados poderão extrair cópia eletrônica completa da obra, sem custo.
Origem do Instituto de Química da USP Reminescências e comentários
Paschoal Senise
São Paulo
Instituto de Química da USP
2006
3 - Sumário 5 - Prefácio 9 - Introdução 11 - A Fundação da Universidade de São Paulo e da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras 16 - Aspectos inovadores decorrentes da criação da FFCL 17 - A organização da FFCL e suas primeiras atividades 19 - A Química no prédio da Faculdade de Medicina 25 - O início das aulas e a metodologia de ensino 30 - A carência de espaço e a saída da Faculdade de Medicina 33 - O diploma em latim 37 - O início das atividades regulares de pesquisa 38 - A Química na Alameda Glette 40 - A Físico-Química e o Prof. Giorgio Renato Levi 43 - O padrão federal 45 - A contratação de auxiliares docentes 48 - O concurso do Professor Hauptmann 50 - As fontes de recursos nos primeiros tempos 53 - Os bacharéis em química e o exercício da profissão 56 - O currículo mínimo 59 - O Departamento de Química da FFCL e o Prof. Maffei 60 - A Associação dos Ex-Alunos e a revista “Selecta Chimica” 64 - O “espírito da Glette” 68 - O movimento associativo estudantil 70 - A organização associativa dos funcionários 71 - A mudança para a Cidade Universitária 79 - A reforma universitária 83 - O Relatório Ferri 88 - O Estatuto Hélio Lourenço de Oliveira 92 - O Estatuto de 1969 98 - A criação do Instituto de Química 98 - Constituição e composição 108 - Ensino e pesquisa científica 119 - Pesquisa em ensino e história da química 122 - Apoio técnico, biblioteca e administração 128 - Heinrich Rheinboldt 131 - Heinrich Hauptmann 134 - Herbert Stettiner 135 - Elly Bauer Berthold 136 - Fritz Feigl 141 - Principais fontes consultadas 142 - Apêndice (A1 a A41)
“Assim é que resolvi contar, de maneira simples, fatos que presenciei ou em que, por força das circunstâncias, tive participação, sem nenhuma pretensão de realizar trabalho de real cunho histórico. A narrativa me levou naturalmente a tecer alguns comentários que me pareceram pertinentes e, em conseqüência, a xternar a minha opinião. Nada de profundo, porém, pois apenas procurei apresentar uma visão panorâmica que, estou certo, conterá falhas e omissões nvoluntárias, mas que espero possa ter algum valor informativo”.
PASCHOAL ERNESTO AMÉRICO SENISE
Licenciado em Química em 1937, Doutor em Ciências em 1942, Livre-Docente em 1956 e Professor Titular em 1965. Foi Diretor do IQUSP de 1970 a 1974 e 1978 a 1982. Foi Vice-Presidente da Academia Brasileira de Ciências (1965-1981), membro do Conselho Federal de Química (1957-1971), Vice-Presidente deste Conselho (1960- 1963) e participou de várias sociedades científicas nacionais e internacionais. Foi membro do Conselho Universitário da USP (1968-987), onde exerceu por 17 anos a Coordenação da Câmara de Pós-Graduação (equivalente à atual Pró-Reitoria), tendo sido o responsável maior pela implantação da Pós-Graduação na USP. Fez parte também do Conselho Deliberativo do CNPq (1968-1980) e do Conselho Superior da FAPESP (1969-1971). Recebeu a comenda da Ordem do Rio Branco, outorgada pelo Ministério das Relações Exteriores em 1976 e a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico da Presidência da República em 1994. Ganhou as medalhas Jubileu de Prata da SBPC (1973) e Simão Mathias da SBQ (1997), além dos prêmios Heinrich Rheinboldt (1969), Moinho Santista (1981) e Anísio Teixeira (1991). É Professor Honorário do Instituto de Estudos Avançados da USP desde 1997, Professor Emérito da USP (1987) e Pesquisador Emérito do CNPq (2006).
Memórias de alguns dos antigos docentes do Departamento de Química Fundamental