Laboratório de Pesquisa em Processos Redox na Inflamação

O nosso grupo investiga os mecanismos da produção de espécies oxidantes durante reações inflamatórias e como estes oxidantes afetam as funções das células e tecidos.

Sobre nossa pesquisa

A produção de oxidantes por células inflamatórias é uma importante resposta à invasão de microorganismos e ao dano celular, pois os oxidantes atuam como microbicidas e também como sinalizadores para que as células possam conter o dano.

Os efeitos dos oxidantes na inflamação são controlados pela compartimentalização (fagolisossomo) e pelo ajuste fino entre a produção/remoção dos mesmos. A alteração em qualquer um destes eventos levará a respostas distintas e difíceis de serem previstas e, portanto, terapias antioxidantes não são efetivas no tratamento de desordens relacionadas à inflamação.

Por isso, nosso grupo pesquisa quais oxidantes são produzidos em determinadas condições inflamatórias e como esses oxidantes afetam a função de proteínas e, consequentemente, a resposta celular. Ao entender os mecanismos básicos envolvidos nestes processos será possível propor medidas terapêuticas e de diagnóstico mais efetivas para o controle da inflamação e infecção.

A produção de oxidantes na inflamação

Após um estímulo, causado por microorganismos ou por moléculas endógenas, as células inflamatórias são ativadas e a produção do radical ânion superóxido se inicia através da reação catalisada pela enzima NADPH oxidase. O superóxido é dismutado ao peróxido de hidrogênio e ambos são substratos à formação de oxidantes mais potentes. O superóxido reage rapidamente com o óxido nítrico formando peroxinitrito. Em neutrófilos, o peróxido de hidrogênio oxida o cloreto em reação catalisada pela mieloperoxidase, produzindo ácido hipocloroso. A reação entre o peróxido de hidrogênio e o ácido hipocloroso produz oxigênio singlete.

A mieloperoxidase é uma enzima chave na inflamação, ela está abundantemente expressa nos grânulos de neutrófilos e possui uma versatilidade catalítica que lhe confere habilidade de oxidar outros substratos além do cloreto. A oxidação de substratos como tirosina, ascorbato, aminas bioativas e o ácido úrico pela mieloperoxidase gera intermediários de radicais livres capazes de propagar a reação em cadeia de radicais livres. Neste sentido, a atividade da mieloperoxidase está associada à progressão de doenças cardiovasculares, neurodegenerativas, artrites e outras alterações inflamatórias.

Mais sobre

Nossa trajetória

Com oito anos de pesquisa
0 alunos e Pós docs formados
0 Alunos atuantes
0 Artigos publicados pelo grupo
0 Prêmios
0 Apoio Finaceiro a projetos